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    Enfim...


    Acho que não...

    Um estudo feito pelo professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney, Austrália, revela que mal-humorados são mais inteligentes. Segundo o pesquisador, o mau humor melhora a atenção e facilita um pensamento mais prudente, além de estimular a capacidade de julgar os outros e aumentar a memória. O estudo, publicado na última edição da revista Australasian Science, afirma também que a tristeza melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis. A pesquisa conclui então que os mal-humorados e tristes são mais inteligentes.

     

    Será que o professor australiano está certo?

     

    Bem, tenho que concordar que tem uma certa lógica. Os melhores romances, as melhores canções, geralmente, falam de sentimentos tristes como perdas, amores não correspondidos, despedidas...

    Como a maioria dos humoristas que conheço é mal-humorada, acho que fazer rir realmente deve exigir muito do intelecto.

    Como não suporto mau humor, e quero muita, mas muita distância de pessoas mal-humoradas, sobretudo as tristes, fiquei tensa.

     

    Mas, pensando melhor, acho que esse estudo pode não estar tão condizente com a verdade. Na minha leiga opinião, os bem-humorados não são desprovidos de uma capacidade intelectual mais aguçada. Muito pelo contrário. É muito mais inteligente rir, mesmo que seja da nossa própria desgraça, do que fechar a cara ou se entristecer. No mínimo, os bem-humorados não vão gastar uma fortuna com cremes antirrugas. 

     

    Essa pesquisa do tal professor deve estar meio furada. Talvez o professor australiano só tenha pesquisado entre os cangurus, ornitorrincos, koalas ou aqueles outros bichos esquisitos que só existem na Austrália.

     



    Escrito por Luciana Barcellos às 11h43
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    15 minutinhos a mais

      

       Depois de anos e anos lutando para não dormir muito cedo, passei a ter insônia. Se não bastasse, a média de horas dormidas também diminuiu consideravelmente.

       Logo eu, que fugia à francesa para dormir no meu quarto quando o sono batia e sempre invejei quem aguentava ficar até o sol raiar. Como não tomo remédio para dormir, agora sinto saudades daquelas horinhas a mais.

       No início, pensei que fosse apenas uma fase. Confesso que até gostei quando comecei a aproveitar mais o meu dia e a fazer coisas que antes não tinha tempo.

       Embora a insônia tenha diminuído quando troquei de cama e passei a dormir numa escuridão total, as horas dormidas ainda continuam abaixo da média. Faço festa quando durmo 6 horas. E acordo ótima!

       Com o horário de verão, a coisa piora porque acordar às 5h é sair da cama às 4h, enfim, noite ainda. Enrolo para dormir para ver se não acordo tão cedo. Só que essa enrolação muitas vezes me faz perder o sono de vez. 

       Dormir pouco pode ter seu lado bom. Mas é terrível perceber que só você está “aproveitando”. Que eu daria tudo por mais uma horinha ou 15 minutinhos a mais.

     



    Escrito por Luciana Barcellos às 19h07
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