Apertei o delete

Já escrevi aqui sobre autossabotagem. Já confessei que sou uma ótima autossabotadora. Mas faço sabotagens única e exclusivamente para mim. Já tentaram me censurar aqui. Mas já escrevi que é impossível ter um blog e não se expor e coloquei uma imagem de seios para ilustrar. Só que, às vezes, mostro muito além do que meus seios fartos. Já falei aqui sobre amizades, sobre a minha gata corujada querida, sobre amores platônicos, sobre o beijo perfeito, sobre o que me deixa triste e o que me faz feliz. Enfim, sobre muitos sentimentos. Mas não gosto de dois especificamente: amargura e rancor. Não têm nada a ver comigo. Não sou uma mulher rancorosa. E muito menos amarga. Mas “há dias que eu não sei o que me passa, eu abro o meu Neruda e apago o Sol...” Então meu autocensor disparou porque minha ideia não é essa. Apertei o delete, porque não quero textos que tenham algum respingo desses sentimentos ou algo parecido. Agora vou dar uma pedalada na ciclovia ouvindo música e sentindo o vento no rosto, uma das minhas terapias preferidas, porque a vida segue e é muito mais importante. Estava em dúvida de uma imagem para ilustrar e me lembrei de uma borracha antiga, que era arredondada na ponta e na outra extremidade tinha uma vassourinha. Mas não achei. Já tive várias desse modelo, mas acho que hoje não existem mais. Elas apagavam e ainda limpavam a sujeira varrendo os restinhos de borracha para fora do caderno. Eram perfeitas! Achei este modelo que é bem parecido. Talvez tenham dado uma modernizada. Enfim, a borracha apagou e a vassourinha limpou tudo.
Escrito por Luciana Barcellos às 08h32
[]
[envie esta mensagem]
[link]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|